Angola pretende transformar o seu potencial turístico em investimento, emprego e valor acrescentado para a economia, tendo definido 2036 como horizonte para uma estratégia centrada em infraestruturas, conectividade, digitalização e maior diversificação territorial da oferta.

Segundo o secretário de Estado para a Gestão de Ativos e Concessões Turísticas, Josemar Afonso, estão aprovados cerca de 700 milhões de dólares para responder às principais necessidades de infraestruturas identificadas no sector. Só para Cabo Ledo estão previstos 250 milhões de dólares, num esforço destinado a criar melhores condições para receber investimento privado e turistas.

A estratégia pretende também reduzir a excessiva concentração da atividade turística em Luanda e desenvolver novos polos em destinos como Kalandula, Cabo Ledo e Serra da Leba, valorizando recursos naturais e culturais e criando experiências capazes de competir nos mercados internacionais.

A simplificação de vistos já começou a produzir resultados, com as entradas internacionais a crescerem mais de 30 por cento no último ano. O Governo quer agora melhorar as ligações internas, facilitar reservas e pagamentos digitais e estimular igualmente o turismo doméstico, criando um mercado mais amplo para empresas e empreendedores nacionais.