Angola está a mobilizar uma carteira de 30 projetos turísticos avaliada em 1,78 mil milhões de euros, com potencial para criar 12.840 empregos. Destes, 5.136 serão diretos e 7.704 indiretos. A iniciativa integra a estratégia “Investe Turismo”, concebida para transformar manifestações de interesse em compromissos efetivos de investimento e projetos executáveis.

A carteira tem uma forte componente internacional: 64% do capital identificado é estrangeiro e 36% nacional. Cerca de 95% do volume previsto concentra-se em Luanda, Icolo e Bengo e Benguela. O Governo quer utilizar o turismo como instrumento de diversificação económica, entrada de moeda externa, desenvolvimento empresarial e reforço das cadeias de valor locais.

A estratégia define quatro frentes prioritárias: turismo costeiro de estilo de vida, turismo de natureza premium, requalificação de activos existentes e MICE, segmento ligado a reuniões, incentivos, conferências e exposições. Cabo Ledo, Calandula e Okavango surgem entre as áreas identificadas para futuras concessões. Está também prevista a entrada de marcas internacionais na gestão de ativos existentes, com referências a Hilton, Sheraton e TUI. O objetivo é elevar padrões de qualidade e transformar ativos turísticos subaproveitados em projetos capazes de atrair visitantes e investimento.