A Assembleia da República inaugura, quinta-feira, dia 23, a exposição ‘A Palavra é o Lugar: A Constituição da(s) Comunidade(s)’, uma iniciativa promovida em conjunto com a Comissão Comemorativa dos 50 Anos do 25 de Abril para assinalar o meio século da Constituição da República Portuguesa.
A mostra ficará patente até 30 de novembro e distribui-se pelos espaços exteriores do Parlamento e pela Casa do Parlamento – Centro Interpretativo, reunindo obras de artistas portugueses e internacionais inspiradas nos direitos, valores e princípios consagrados na Lei Fundamental.
Com curadoria de Filipa Oliveira, Francisca Listopad e Paulo Pires do Vale, a exposição parte da Constituição como documento fundador da democracia portuguesa para refletir sobre o papel da palavra na construção da vida em comunidade.
Segundo a organização, a iniciativa propõe "uma experiência artística, cívica e participativa", colocando em diálogo obras de arte contemporânea com excertos da Constituição e textos inéditos produzidos especificamente para esta ocasião. Entre os temas abordados estão a liberdade, a igualdade, o direito à habitação, a participação democrática, a criação cultural e o direito de resistência.
Os promotores pretendem ainda convidar os visitantes a olhar para a Constituição como "um património comum", cuja relevância depende da forma como os cidadãos exercem diariamente os direitos, liberdades e deveres nela previstos.
Ao longo do percurso expositivo poderão ser vistas obras de artistas como Ângela Ferreira, Fernanda Fragateiro, João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, Emília Nadal, Dora García, Agnès Thurnauer, Hugo Canoilas, Ana Hatherly, Maria José Oliveira, Binelde Hyrcan, Sara & André e Nuno Nunes-Ferreira, entre outros.
A exposição integra igualmente o projeto ‘Four Flags Lisboa’, idealizado por Luiza Teixeira de Freitas, que reunirá bandeiras criadas por mais de três dezenas de artistas durante o período em que a mostra estará patente.
Além das obras expostas, diferentes palavras retiradas do texto constitucional serão acompanhadas por reflexões de autores convidados, entre os quais Lídia Jorge, David Erlich, Alice Neto de Sousa, António Brito Guterres, Sofia Pinto Basto, Francisco Mota SJ e Maria Inácia Rezola, que oferecem novas interpretações sobre a atualidade dos princípios constitucionais.
A programação inclui ainda cinco residências artísticas participativas dinamizadas pela Oficina Arara em várias localidades do país. As iniciativas, dirigidas a participantes de diferentes idades, pretendem aproximar as comunidades da Constituição através de oficinas de criação artística e de promoção da participação cívica.

















