As grandes estrelas do futebol mundial não competem apenas dentro das quatro linhas. Nos céus, Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e Neymar também exibem o seu estatuto através de sofisticados aviões privados, verdadeiras mansões voadoras avaliadas em dezenas de milhões de dólares. Cada aeronave reflete o perfil e as necessidades dos seus proprietários, mas todas têm em comum o luxo extremo, a autonomia intercontinental e a exclusividade.
Cristiano Ronaldo possui um Bombardier Global 6500, um dos mais avançados jatos executivos atualmente em produção. Avaliado em cerca de 56 milhões de dólares, o aparelho pode transportar até 17 passageiros, voa a mais de 1.000 km/h e possui autonomia superior a 12.200 quilómetros, permitindo ligar Lisboa a Nova Iorque ou Dubai sem escalas. Produzido desde 2019, existem pouco mais de uma centena de unidades em operação em todo o mundo. Entre os seus utilizadores encontram-se grandes empresários, famílias reais do Médio Oriente e multinacionais.
Lionel Messi optou por um clássico da aviação executiva: o Gulfstream V, fabricado pela norte-americana Gulfstream. Com um valor de mercado estimado entre 15 e 20 milhões de dólares, pode transportar entre 14 e 16 passageiros e dispõe de uma autonomia próxima dos 12 mil quilómetros. Foram produzidas 193 unidades deste modelo, utilizado por governos, forças armadas e algumas das maiores fortunas mundiais. O próprio Exército dos Estados Unidos opera versões militares do aparelho sob a designação C-37A.
Já Neymar escolheu um Dassault Falcon 900LX, um elegante trijato francês avaliado entre 40 e 45 milhões de dólares. O modelo destaca-se pelos seus três motores Honeywell, pela elevada segurança operacional e pela capacidade de operar em aeroportos mais pequenos. Com autonomia de cerca de 8.800 quilómetros e capacidade para 12 a 14 passageiros, foram produzidas aproximadamente 85 unidades desde 2010. Entre os utilizadores encontram-se chefes de Estado, forças aéreas e grandes grupos empresariais.
Somados, os três aviões representam um investimento superior a 120 milhões de dólares e ilustram como a aviação privada se tornou uma extensão natural do estilo de vida das maiores figuras do futebol mundial. Mais do que um símbolo de riqueza, estes jatos permitem aos atletas deslocarem-se rapidamente entre continentes, conciliando compromissos desportivos, comerciais e pessoais com níveis máximos de conforto e privacidade.


















