O sistema bancário angolano aumentou para cerca de 29,5 biliões de kwanzas, equivalentes a 28,1 mil milhões de euros, o valor consolidado dos seus activos em 2026, uma subida de 10,18% face aos 26,32 biliões de kwanzas (25,1 mil milhões de euros) registados no final do ano passado. Em apenas dois anos, comparando com os 23,6 biliões de kwanzas (22,5 mil milhões de euros) contabilizados em 2024, o crescimento supera já os 25%.

Apesar da evolução, a banca angolana continua longe das maiores praças financeiras da África Austral. O país surge atrás de mercados como África do Sul, Zâmbia, Maurícias, Tanzânia, Namíbia e Botswana. Só o sistema bancário sul-africano concentra ativos superiores a quatro biliões de dólares.

Angola dispõe atualmente de 22 instituições bancárias, depois da entrada em funcionamento do African Bank of Oman. Os bancos privados continuam a dominar o sector, numa lista que inclui BAI, BFA, BIC, BNI, Millennium Atlântico, Caixa Geral Angola, Valor e Standard Bank Angola.

O desafio passa agora menos pelo crescimento dos balanços e mais pela capacidade de transformar liquidez em crédito às empresas e às famílias.