Luanda vai receber, a partir de amanhã, durante dois dias, mais de 1250 líderes empresariais, responsáveis institucionais e reguladores no Africa Financial Summit (AFIS 2026), sendo que, pela primeira vez, esta cimeira do setor financeiro se realiza na África Austral e num país lusófono, colocando assim Angola no centro do debate sobre o financiamento do desenvolvimento africano.

A escolha da capital angolana dá ao país uma oportunidade de aproximar empresas e instituições nacionais dos grandes decisores financeiros do continente, sendo que ao acolher o encontro, Angola ganha visibilidade junto de potenciais investidores e um espaço privilegiado para apresentar oportunidades de negócio, estabelecer parcerias e discutir o financiamento de projetos produtivos.

Organizada pelo Jeune Afrique Media Group, em parceria com a Corporação Financeira Internacional (IFC), do Grupo Banco Mundial, a sexta edição terá como lema 'Making Capital Count: Impulsionar o crescimento através do financiamento africano' e tem como objetivo debater como transformar os recursos financeiros disponíveis em investimento, emprego e crescimento sustentável.

Entre os participantes anunciados estão Makhtar Diop, diretor-geral da IFC, Sidi Ould Tah, presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, e Manuel António Tiago Dias, governador do Banco Nacional de Angola, sendo que a ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, participará igualmente, ao lado de dirigentes de instituições bancárias e financeiras de vários países.

A agenda inclui o financiamento às empresas, agricultura, indústria, habitação e infraestruturas, além da inovação tecnológica, inclusão financeira e integração dos mercados de capitais africanos.

Para Angola, a importância da reunião ultrapassa a dimensão protocolar. Ter em Luanda instituições de financiamento, governos e investidores permite discutir diretamente os obstáculos ao crédito e à concretização de negócios. O desafio será transformar os contactos da cimeira em parcerias capazes de apoiar a diversificação da economia e criar emprego.