A chamada “batalha de aura” está a ganhar cada vez mais popularidade entre jovens em vários países da América Latina e já existem sinais de que o fenómeno poderá chegar a Portugal.
Apesar de incluir poses, movimentos e passos de dança, a atividade não é propriamente apresentada como uma modalidade de dança. Dois participantes colocam-se frente a frente e tentam conquistar o público através do carisma, confiança e capacidade de provocar uma reação. No final, aplausos e gritos determinam quem vence.
Em Santiago, no Chile, o fenómeno já chegou às ruas. Num dos eventos realizados junto a um centro comercial, vários jovens juntaram-se para “farmar aura” e disputar um prémio que incluía vales de refeição e um troféu avaliado em mais de 200 euros. Também foram realizadas competições em Santiago e na Cidade do México.
Mas o que significa “farmar aura”?
A expressão nasceu da linguagem dos videojogos. “Farming” descreve a repetição de determinadas ações para acumular recursos, experiência ou recompensas.
Nas “batalhas de aura”, a lógica foi adaptada para a vida real: em vez de conquistar recursos, os participantes procuram acumular aquilo que é entendido como “aura”, através de confiança, estilo, presença e carisma.
O público funciona como uma espécie de júri e decide o vencedor através da reação ao desempenho de cada participante.
O fenómeno já se espalhou pelas redes sociais em países como Brasil, Argentina, México, Bolívia e Chile. Em Portugal, começaram também a surgir anúncios relacionados com este tipo de competição.
Um dos exemplos é o alegado “1.º campeonato de farmar aura de Leiria”, anunciado nas redes sociais para 1 de outubro, no pátio da Universidade de Leiria e Oeste (ULO), com direito a formulário de inscrição. No entanto, as publicações terão sido geradas com recurso a inteligência artificial e não existe, para já, confirmação de que o evento vá realmente acontecer.
Por enquanto, as “batalhas de aura” continuam sobretudo a ser um fenómeno viral das redes sociais, mas a crescente realização de encontros presenciais poderá fazer com que esta nova tendência chegue também às ruas portuguesas.

















