O Benfica poderá perder perto de 1,5 milhões de euros por disputar à porta fechada o encontro da primeira jornada da Liga frente ao Académico de Viseu, marcado para dia 9, no Estádio da Luz.
De acordo com o Correio da Manhã, a sanção foi aplicada pela Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto devido à utilização de artigos de pirotecnia por adeptos encarnados em cinco partidas da temporada 2022/23.
O clube confirmou que os detentores de Red Pass serão compensados pelo jogo a que não poderão assistir. O valor correspondente será colocado nas respetivas carteiras virtuais, para utilização futura, embora os procedimentos e as datas ainda não tenham sido divulgados.
Com base nas contas da época 2024/25, o prejuízo poderá chegar aos 1,467 milhões de euros. Nesse período, o Benfica recebeu 13,6 milhões através da venda de Red Pass, o equivalente a uma média de 485 mil euros por cada um dos 28 encontros realizados em casa.
A venda de bilhetes e outras receitas associadas aos dias de jogo rendeu mais 10,9 milhões de euros, cerca de 389 mil euros por partida. A estas verbas juntam-se os lugares premium, como camarotes e executive seats, que geraram 16,6 milhões de euros – aproximadamente 593 mil euros por encontro – e cujos titulares também poderão ter direito a compensação.
Os cálculos baseiam-se nos valores de 2024/25, sendo que os preços dos bilhetes foram entretanto aumentados, o que poderá agravar ainda mais o impacto financeiro.
O Benfica voltou a contestar o castigo, considerando que este "penaliza indiscriminadamente todo o universo benfiquista". O clube entende que deveria ter sido encerrado apenas o setor associado aos adeptos responsáveis pela utilização da pirotecnia, à semelhança do que acontece em provas organizadas pela UEFA.
Também o Académico de Viseu lamentou a decisão, que impede os seus adeptos de acompanharem no estádio o regresso do clube ao principal escalão, 37 anos depois.

















