A investigação da Polícia Federal brasileira às atividades da lobista Roberta Luchsinger revelou uma extensa rede de contactos com ministros, dirigentes públicos e pessoas próximas do Presidente Lula da Silva. As mensagens apreendidas no telemóvel da empresária mostram tentativas de marcação de reuniões, pedidos de intervenção e conversas sobre negócios em diferentes áreas da Administração Federal.

Entre os nomes citados encontra-se Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento Social, que terá recebido a lobista várias vezes no seu gabinete, entre 2023 e 2024. Nas conversas, Roberta aborda temas como portos, aeroportos e correios e manifesta expectativa quanto ao resultado de diligências feitas junto do governante.

O relatório policial menciona igualmente Alexandre Padilha, Rui Costa, Fernando Haddad, Frederico Siqueira, da Telebras, e outros responsáveis públicos. A presença destes nomes nas mensagens não prova, por si só, a prática de qualquer crime, mas levanta dúvidas sobre o alcance da influência exercida pela lobista.

Roberta Luchsinger é também investigada pelas suas relações com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O caso ganha particular peso político por surgir em plena campanha presidencial e alimentar as acusações da oposição sobre tráfico de influências e acesso privilegiado ao poder.

Recorde-se que Lula da Silva garantiu, durante uma entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, que não conhecia Roberta Luchsinger, empresária e lobista investigada pela Polícia Federal por suspeitas relacionadas com negócios que envolveriam 'Lulinha', filho do presidente brasileiro, no entanto, após estas declarações, surgiram fotos dos dois.