Lito Sousa, de 59 anos, pode tornar-se a primeira pessoa a testar em humanos um medicamento experimental contra a doença de Creutzfeldt-Jakob, uma rara doença neurodegenerativa que provoca uma rápida deterioração das funções cerebrais.
A possibilidade foi revelada pela mulher do influenciador, Mila Seidl, durante uma entrevista ao programa 'Fantástico', da TV Globo, exibida este domingo, dia 30. Segundo ela, o casal está em contacto com uma empresa de biotecnologia e as conversações avançaram nos últimos dias.
“Talvez o Lito seja a primeira pessoa a testar este medicamento”, afirmou Mila, sem revelar o nome da empresa nem do tratamento. De acordo com a mulher, a substância já foi estudada em laboratório e testada em animais, incluindo peixes e macacos.
Diante da rápida progressão da doença e da ausência de um tratamento comprovadamente eficaz, a família está disposta a assumir os riscos associados à tentativa experimental.
A doença de Creutzfeldt-Jakob é provocada por alterações anormais nas proteínas chamadas priões. Essas proteínas podem desencadear uma reação em cadeia no cérebro, levando à destruição progressiva dos neurónios e ao comprometimento de capacidades motoras e cognitivas.
Lito recebeu o diagnóstico em agosto e, desde então, a família tem procurado alternativas experimentais em diferentes instituições internacionais. A mobilização ganhou força nas redes sociais depois de o próprio Lito pedir ajuda para conseguir acesso a tratamentos em investigação.
Entre as possibilidades avaliadas está também um estudo desenvolvido nos Estados Unidos, que procura reduzir a produção da proteína prião no cérebro. No entanto, os estudos clínicos têm critérios específicos de inclusão e nem sempre permitem a entrada de novos pacientes.
A situação de Lito tornou-se uma corrida contra o tempo. A doença pode evoluir rapidamente e, atualmente, não existe uma terapêutica capaz de garantir a cura ou interromper de forma comprovada a sua progressão.
Apesar das limitações e dos riscos, Mila afirma que a família pretende continuar a procurar alternativas. Para o casal, a possibilidade de tentar um tratamento experimental representa uma oportunidade diante de uma doença para a qual as opções disponíveis são extremamente reduzidas.
O eventual uso do medicamento em Lito ainda depende de autorizações e de avaliações médicas e regulatórias. Até ao momento, não há garantia de que o tratamento seja eficaz ou seguro em seres humanos.
Foto: Reprodução TV Globo
















