O governo de Cabo Verde entregou à Assembleia Nacional a proposta de Orçamento do Estado para 2027, que prevê despesas de 101,7 milhões de contos, equivalentes a cerca de 922 milhões de euros, e receitas próximas dos 98 milhões de contos, aproximadamente 889 milhões de euros. O documento será debatido pelo Parlamento em novembro.
Entre as principais medidas propostas pelo governo de Francisco Carvalho está a introdução, a partir de janeiro, de tarifas máximas de 500 escudos – cerca de 4,50 euros – nas ligações marítimas e de cinco mil escudos – aproximadamente 45 euros – nos voos domésticos. O orçamento contempla igualmente o avanço da gratuitidade na saúde, medidas para a educação e a aplicação dos Planos de Carreiras, Funções e Remunerações na Administração Pública.
Para reduzir o impacto da subida dos preços da energia no rendimento das famílias, o Governo inscreveu uma dotação de 1,2 milhões de contos, perto de 10,9 milhões de euros. A secretária de Estado das Finanças, Maria José Pereira Lopes, destacou que 78 por cento das receitas previstas terão origem interna.
Clóvis Silva, ministro da Presidência do Conselho de Ministros, classificou o Orçamento de Estado como “cauteloso”, devido à instabilidade internacional, e realçou que o desafio será conciliar novas prestações sociais com o equilíbrio das contas públicas, perante uma diferença de cerca de 33,5 milhões de euros entre a receita e a despesa previstas.

















