A redução das evacuações médicas para Portugal e a mobilização do investimento da diáspora estiveram em destaque num encontro realizado em Lisboa, que reuniu cerca de 200 participantes e mais de 20 oradores.

O primeiro-ministro de Cabo Verde, Francisco Carvalho, encerrou, no passado sábado, na Universidade Lusófona, em Lisboa, o Encontro de Quadros Cabo-Verdianos em Portugal, organizado pela OLIC, em parceria com o Governo cabo-verdiano e outras entidades.

Na intervenção, o chefe do governo cabo-verdiano sublinhou a importância estratégica das comunidades emigradas para o desenvolvimento do país, defendendo que o seu contributo deve ultrapassar as remessas financeiras e incluir investimento, transferência de conhecimento e formação de profissionais.

Francisco Carvalho anunciou a intenção de recuperar medidas de apoio à diáspora interrompidas em 2016 e reforçar instrumentos como o Estatuto do Investidor Emigrante: “Não vamos inventar a roda. Vamos agir!”, garantiu.

A saúde ocupou um lugar central nos trabalhos, particularmente a necessidade de reduzir as evacuações de doentes cabo-verdianos para hospitais portugueses. Especialistas dos dois países debateram soluções de telemedicina, formação médica e reforço da capacidade de resposta do sistema de saúde de Cabo Verde.

Na vertente económica, foi destacada a importância das remessas dos emigrantes, que representam mais de 10 por cento do PIB cabo-verdiano, bem como a necessidade de criar condições para transformar parte desses recursos em investimento produtivo.

O encontro reforçou a importância da cooperação entre Portugal e Cabo Verde, envolvendo profissionais de saúde, empresários e instituições dos dois países.