Quase três mil papéis retirados do verso de cromos do Mundial 2026 foram transformados num vestido de noiva. A criação pertence à estilista brasileira Aline Raguzzoni, que decidiu aproveitar um material normalmente destinado ao lixo para desenvolver uma peça conceptual e totalmente artesanal.
A ideia surgiu no atelier da criadora, em Porto Alegre, enquanto acompanhava familiares a abrir saquetas, completar a caderneta da Panini e separar os cromos repetidos. Em vez de deitar fora os chamados liners, Aline começou a guardá-los e lançou um pedido de ajuda a amigos e seguidores.
A recolha acabou por superar largamente o necessário. A estilista recebeu cerca de três vezes mais papéis do que aqueles que utilizou. Selecionou 2 mil 890 para construir o vestido, depois de várias experiências e muitas horas de montagem manual.
Apesar do trabalho envolvido, o vestido não foi concebido para permanecer intacto. Quando deixar de cumprir a sua função, será desmontado e os diferentes elementos serão enviados para reciclagem ou encaminhados de forma adequada.
A peça nasceu em plena febre dos cromos do Mundial, numa altura em que as saquetas esgotaram rapidamente em supermercados, papelarias e quiosques de vários países, incluindo Portugal.

















