Dados confidenciais do Smart Sampa, o sistema de videovigilância de São Paulo, no Brasil, estiveram expostos na internet durante cerca de 11 meses, permitindo o acesso a imagens de mais de 58 mil câmaras. A situação foi revelada pelo portal brasileiro UOL, que conseguiu consultar imagens da rede.
Segundo a investigação, as câmaras abrangiam ruas, escolas, creches, hospitais e unidades de saúde. Entre os dados divulgados estavam ainda 181 credenciais de utilizadores autorizados e informações relativas a mais de seis mil agentes de segurança.
O material incluía instruções técnicas que permitiam reproduzir uma interface de acesso ao sistema em computadores e telemóveis. Durante os testes, os jornalistas conseguiram visualizar imagens captadas pelas câmaras.
Confrontada com as revelações, a Câmara Municipal de São Paulo negou a existência de uma falha de segurança e atribuiu a divulgação dos dados a um funcionário municipal, entretanto afastado. A autarquia garantiu ainda que as informações expostas não incluíam palavras-passe.
O material foi retirado da internet e o caso está a ser investigado pela Corregedoria da Guarda Civil Metropolitana. Foram também reforçadas as medidas de proteção, incluindo a autenticação em dois fatores.
O Smart Sampa utiliza inteligência artificial, reconhecimento facial e leitura de matrículas para apoiar as autoridades. O episódio levanta preocupações sobre a privacidade dos cidadãos e a segurança dos sistemas de vigilância.

















