Donald Trump, de 80 anos, acusou o Brasil de não ter conseguido enfrentar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). A afirmação consta de um documento anual enviado pelo governo norte-americano ao Congresso, relativo ao combate ao tráfico de droga.
Segundo o presidente dos Estados Unidos, enquanto vários governos do Hemisfério Ocidental adotaram medidas para reduzir o tráfico de droga e combater organizações criminosas, o Brasil não teria conseguido enfrentar as duas facções, que, na avaliação da Casa Branca, transformaram o país num centro dos fluxos globais de cocaína.
Trump afirmou ainda que PCC e CV representam uma ameaça crescente à paz e à segurança internacionais e defendeu que o governo brasileiro adote medidas para combater os grupos. Os Estados Unidos classificaram as duas organizações como Organizações Terroristas Estrangeiras, recorde-se, em junho.
Apesar das críticas, o Brasil não aparece na lista norte-americana de países considerados grandes produtores ou principais rotas de trânsito de drogas ilícitas. O país também não foi incluído entre os governos que, segundo Washington, falharam de forma demonstrável no cumprimento das suas obrigações internacionais de combate ao narcotráfico.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública brasileiro rejeitou entretanto estas acusações e afirmou que a posição dos Estados Unidos desconsidera medidas adotadas pelo governo brasileiro e operações realizadas pelas forças federais contra organizações criminosas.
A pasta também destacou programas de combate ao crime organizado e afirmou que existe cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime transnacional. O governo brasileiro aguarda ainda uma resposta norte-americana a uma proposta apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ampliar a cooperação em áreas como lavagem de dinheiro, partilha de informações e combate ao tráfico de armas.

















