Ed Sheeran, de 35 anos, quebrou o silêncio sobre a polémica que abalou a digressão norte-americana e pediu desculpa pelos “erros” cometidos, assumindo publicamente uma posição sobre a guerra em Gaza.
No primeiro concerto após a saída de vários artistas da 'Loop Tour', este sábado, dia 19, em Filadélfia, o músico britânico admitiu que já não conseguia “continuar a esconder” aquilo que sente e classificou a situação no território palestiniano como “catastrófica, injustificável e desproporcional”.
A controvérsia começou depois de Macklemore, que fazia a primeira parte dos espetáculos de Sheeran, ter defendido uma “Palestina livre” durante atuações no MetLife Stadium, em Nova Jérsia. O rapper acabou afastado da digressão após vários responsáveis por estádios ameaçarem cancelar concertos caso permanecesse no cartaz.
Sheeran sustenta que a decisão foi tomada pelo promotor da digressão e não por si. Finneas, Lukas Graham, Aaron Rowe e Beoga abandonaram depois a tour em solidariedade com Macklemore.
Em palco, Sheeran reconheceu agora ter cometido erros e lamentou a forma como lidou com a situação. O cantor referiu também o sofrimento de civis palestinianos, mas recordou igualmente as vítimas do ataque em Israel, defendendo que não pretende transformar-se num “músico ativista”.
Sheeran revelou ainda ter destinado 2 milhões de dólares para ajuda humanitária na região e pediu ao empresário Robert Kraft, proprietário dos New England Patriots e do Gillette Stadium, que igualasse o montante. Este aceitou o compromisso.
A iniciativa surgiu depois de Macklemore anunciar a doação de 1 milhão de dólares dos seus ganhos na digressão a seis organizações de apoio aos palestinianos.

















