Há escolas que acolhem alunos com necessidades educativas especiais que garantem estar “à beira da rutura”, devido à falta de atualização dos apoios do Estado e admitem risco de encerramento.
Os estabelecimentos de ensino afirmam que a verba atual, de 716 euros por aluno, é insuficiente para garantir o funcionamento e defendem que o valor deveria rondar, no mínimo, os mil euros para cobrir salários e assegurar a qualidade do ensino. “Era preciso, no mínimo, mil euros para conseguir pagar salários e garantir a qualidade de ensino”, afirmou à Lusa Fernanda Martins, diretora do Externato Alfredo Binet.
Segundo os responsáveis, apesar de ter sido aberto um processo de negociação com o Ministério da Educação, apenas foi aplicado um aumento intercalar de 10%, continuando por definir o valor definitivo.
O presidente da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) refere que as escolas ainda não sabem quantos alunos irão receber no próximo ano letivo, o que agrava a incerteza. As instituições garantem que vão funcionar normalmente até ao final do ano letivo, mas admitem que a situação se pode agravar já em setembro.
Perante este cenário, diretores, professores, funcionários, pais e alunos vão manifestar-se junto ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação nos dias 24 de junho e 1 de julho.

















