A controversa aquisição de 19 por cento da REN pelo Estado poderá representar um investimento de 537 milhões de euros, segundo cálculos do jornal Eco divulgados hoje, sendo que o governo de Luís Montenegro continua sem divulgar o preço da operação mais recente, mantendo por esclarecer o encargo global.
Na sexta-feira passada, a Parpública anunciou a aquisição de 5,3% pertencentes à Fidelidade e a outras empresas do grupo. Esta participação soma-se aos 13,7 por cento anteriormente comprados à Pontegadea, de Amancio Ortega, por cerca de 389,8 milhões de euros, montante esse confirmado no Parlamento pelo ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento.
A estimativa feita agora pelo ECO sobre quanto realmente o Estado gastou nestes operações, pressupõe que a segunda operação incorporou um prémio de 15% sobre a cotação média ponderada dos seis meses anteriores, seguindo o critério considerado na primeira aquisição. Nesse cenário, a participação agora negociada teria custado aproximadamente 146,8 milhões.
Admitindo prémios inferiores, de 10% ou 5 por cento, o investimento acumulado recuaria para aproximadamente 530,2 milhões ou 523,9 milhões, respetivamente.
O Ministério das Finanças considera concluído, nesta fase, o objetivo de participação pública na REN, remetendo esclarecimentos adicionais para depois do visto prévio do Tribunal de Contas, ficando por agora por conhecer o preço efetivamente acordado para o reforço da presença estatal na empresa, ainda que este cenário calculado pelo Eco de 537 milhões aponte de alguma forma para o valor real das operações.

















