O Movimento Associativo Estudantil (MAE) questionou, esta terça-feira, dia 13, André Ventura, de 43 anos, sobre a invasão do estúdio da Rádio Universidade de Coimbra (RUC) por uma comitiva liderada pelas deputadas Rita Matias e Madalena Cordeiro. Numa carta endereçada ao presidente do Chega, os alunos condenam a iniciativa, que levou a que a emissão de rádio fosse interrompida.

O texto foi assinado pelas associações académicas das universidades do Algarve, Aveiro, Beira Interior, Coimbra, Évora, Madeira, Minho e Trás-os-Montes e Alto Douro, federações académicas de Lisboa e do Porto e Federação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Superior Politécnico.

No documento, a que a Lusa teve acesso, os estudantes salientam que a legislação portuguesa “consagra expressamente a liberdade de programação e de informação dos operadores de rádio, atribuindo-lhe uma proteção que encontra tradução, designadamente, na tipificação do crime de atentado contra a liberdade de programação e informação”.

O MAE questiona o presidente do Chega se teve conhecimento prévio da ação promovida pela comitiva do partido, liderada pelas deputadas Rita Matias e Madalena Cordeiro, e se “autorizou ou autorizaria a entrada das senhoras deputadas nas instalações” RUC.

O incidente, recorde-se, ocorreu no edifício da Associação Académica de Coimbra (AAC), que, em fevereiro, aprovou a proibição de entrada do Chega nas suas instalações, por 273 votos a favor, três contra e 30 abstenções. Quando a comitiva do partido de André Ventura entrou no estúdio interrompeu um debate político em direto. O Chega tinha sido convidado a participar no programa por videoconferência, mas recusou, alegando desigualdade de tratamento relativamente às restantes juventudes partidárias.

A invasão culminou com a presença da PSP no local.