A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar o que aconteceu no gabinete de André Ventura, de 43 anos, na Assembleia da República (AR), depois de o espaço ter sido encontrado remexido durante a manhã desta terça-feira, dia 28. O Serviço de Segurança do Parlamento garante que adotou “de imediato os procedimentos previstos para este tipo de ocorrências”, tendo isolado a área e comunicado os factos às autoridades competentes.

Num comunicado enviado às redações, a Segurança da Assembleia da República explicou que, após o alerta para a situação, procedeu ao “isolamento da área e à comunicação dos factos à Polícia Judiciária”. A nota acrescenta que, depois das diligências realizadas no local pelos inspetores da PJ, a investigação continua sob direção daquela força policial, no âmbito das suas competências.

André Ventura denunciou o caso através das redes sociais, onde partilhou imagens do gabinete com armários abertos e documentos espalhados pelo chão. O líder do Chega afirmou que desapareceram documentos relacionados com o primeiro-ministro, Luís Montenegro (53), e com a comissão de inquérito aos mandatos de Luís Neves (61) como diretor nacional da Polícia Judiciária, além de uma pen com informação que considerou relevante.

Na sequência do caso, o deputado do Chega Pedro Frazão (51), membro do Conselho de Administração da Assembleia da República, defendeu um reforço da segurança no Parlamento. Numa publicação feita nas redes sociais, afirmou que já tinham sido denunciadas falhas e furtos em gabinetes de outros grupos parlamentares e defende novas medidas de controlo de acessos, cartões eletrónicos e maior fiscalização das entradas e saídas.

Veja aqui a publicação de Pedro Frazão.