A tensão entre a FIFA e a UEFA atingiu um novo ponto de rutura e várias federações europeias admitem mesmo boicotar o próximo Campeonato do Mundo feminino, que decorrerá no Brasil. Em causa estão os planos do organismo liderado por Gianni Infantino, de 56 anos, para abrir a investidores privados uma nova estrutura financeira ligada ao futebol.
Segundo a Sky News, as federações europeias vão reunir-se de emergência nos próximos dias para discutir uma resposta conjunta, depois de terem sido surpreendidas pela criação do FIFA Forward Enterprise, um projeto que pretende gerar cerca de 17 mil milhões de euros através da exploração comercial do futebol mundial.
O plano caiu mal junto das principais federações europeias, que alegam não terem sido previamente informadas e acusam a FIFA de falta de transparência.
Num comunicado, a UEFA avisou que a governação do futebol "não está à venda" e criticou a ausência de esclarecimentos sobre quem poderá beneficiar financeiramente com esta iniciativa. "A essência e a governação do futebol não são ativos para serem negociados. Nenhum de nós é dono do futebol. Não cabe à FIFA vendê-lo", afirmou o organismo europeu.
Entre as medidas em cima da mesa está mesmo o boicote ao próximo Mundial feminino, uma hipótese considerada extrema, mas que demonstra o crescente mal-estar entre as duas entidades.
Esta não é a primeira vez que FIFA e UEFA entram em rota de colisão. Em 2021, Gianni Infantino acabou por recuar na proposta de realizar um Campeonato do Mundo de dois em dois anos, depois de várias federações europeias ameaçarem não participar.
















