A UEFA acusou a FIFA de utilizar o futebol para se "enriquecer a si própria e aos seus amigos", criticando a forma como o organismo máximo do futebol mundial está a conduzir o processo de venda de participações do Campeonato do Mundo a investidores privados.

A confederação europeia considera que o prazo imposto às federações para apoiarem o plano, sob pena de perderem uma proposta de pagamento único, evidencia as intenções da FIFA.

Num comunicado, feito esta quarta-feira, dia 29, a UEFA afirma ter conhecimento de uma "oposição significativa e crescente" à iniciativa, defendendo que o modelo apresentado pela FIFA não serve os interesses do futebol. Para a organização liderada por Aleksander Čeferin, de 58 anos, a pressão exercida sobre as federações reforça as preocupações em torno da transparência e dos objetivos do projeto.

"Nós podemos fazer o futebol crescer da forma correta. É hora de dar prioridade às federações, aos clubes, às ligas, aos jogadores e aos adeptos", refere a UEFA na mesma nota. A entidade europeia sustenta que o desenvolvimento da modalidade deve beneficiar todo o ecossistema do futebol, em vez de favorecer interesses privados.