Gianni Infantino, de 56 anos, presidente da FIFA, estará a preparar um plano para abrir o capital das principais competições da organização a investidores privados, numa operação que poderá gerar receitas milionárias.
Segundo o jornal britânico The Times, a proposta prevê a criação de uma empresa responsável pela gestão de torneios como o Campeonato do Mundo e o Mundial de Clubes, admitindo ainda a possibilidade de reduzir o intervalo entre edições destas competições.
O projeto já terá sido discutido ao mais alto nível entre dirigentes da FIFA e potenciais investidores, sujeitos a acordos de confidencialidade. Entre os nomes associados à iniciativa surgem Joshua Kushner (41), irmão de Jared Kushner (45), e o banco JP Morgan. O plano prevê que a FIFA mantenha uma posição maioritária na nova empresa, enquanto uma parte do capital seria distribuída pelas 211 associações-membro e outra destinada a investidores privados.
A proposta gerou uma reação imediata da UEFA, que acusou a FIFA de ultrapassar uma linha vermelha e criticou a falta de transparência do processo. O organismo europeu defende que a governação do futebol não deve ser tratada como um ativo financeiro, sublinhando que o desporto pertence a toda a comunidade futebolística e não pode ser vendido. Caso avance, o projeto poderá representar uma das maiores transformações na estrutura e no modelo de gestão do futebol mundial.
















