Joan Capdevila, de 48 anos, viveu um inesperado contratempo antes da final do Mundial 2026. O antigo internacional espanhol recorreu publicamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, depois de lhe ter sido recusada a autorização de entrada no país, colocando em risco a presença no duelo entre Espanha e Argentina, marcado para este domingo, dia 19, no MetLife Stadium, em Nova Jérsia.

Campeão do Mundo pela La Roja, em 2010, Capdevila pretendia viajar com os filhos para apoiar a Espanha e reencontrar os antigos companheiros da equipa que conquistou o título na África do Sul. No entanto, viu o pedido de autorização eletrónica de viagem (ESTA) recusado e decidiu lançar um apelo, nas redes sociais, dirigindo-se diretamente a Donald Trump, ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e ao Ministério da Educação e Desporto de Espanha.

Segundo explica o antigo lateral-esquerdo, a recusa estará relacionada com uma deslocação ao Irão, em 2016, quando participou num jogo de exibição com antigas figuras da Liga espanhola. A legislação norte-americana impede, em determinadas circunstâncias, que viajantes que tenham estado em países como o Irão possam beneficiar do programa de isenção de visto, obrigando-os a recorrer a um processo de visto convencional.

"Preciso de ajuda. Não consigo acreditar que me impeçam de viver este momento com os meus filhos e com os meus companheiros", escreveu Capdevila, que jogou no Benfica em 2014, manifestando a esperança de encontrar uma solução antes do apito inicial da final.

O caso rapidamente ganhou projeção internacional, numa altura em que milhares de adeptos convergem para os Estados Unidos para assistir ao encontro decisivo entre Espanha e a campeã em título, Argentina.