Um foguetão chinês Longa Marcha 7A explodiu esta segunda-feira, dia 10, durante uma missão que tinha como objetivo colocar em órbita o satélite de comunicações ChinaSat-4B.
O lançamento ocorreu a partir do Centro de Lançamento Espacial de Wenchang, na província de Hainan, no sul da China, mas uma anomalia registada durante o voo acabou por comprometer a missão.
A agência estatal chinesa Xinhua confirmou que o foguetão apresentou problemas pouco depois da descolagem, levando ao fracasso da operação. Até ao momento, não foram divulgados mais detalhes sobre a natureza da anomalia.
Esta é a primeira falha conhecida de um Longa Marcha 7A desde o voo inaugural deste modelo, realizado em março de 2020. A China recorre regularmente à família de foguetões Longa Marcha para colocar em órbita satélites de comunicações e outros equipamentos destinados, entre outras funções, às redes de internet.
O incidente acontece numa altura de forte atividade do programa espacial chinês. Pequim prepara a missão lunar Chang'e-7, prevista para a segunda metade de 2026, que terá como objetivo estudar o polo sul da Lua e regiões que permanecem permanentemente na sombra e onde poderá existir gelo de água.
Apesar da falha registada esta semana, este incidente não deverá afetar de forma significativa os planos para a Chang'e-7. A missão lunar utilizará um foguetão Longa Marcha 5, um modelo maior e diferente do Longa Marcha 7, não comprometendo assim, no calendário de lançamento.

















