Um foguetão da SpaceX, com mais de quatro toneladas, embateu na superfície da Lua durante a manhã desta quarta-feira, dia 5, num impacto que deverá dar origem a uma nova cratera no satélite natural da Terra.
A colisão ocorreu cerca das 07:35 (hora de Lisboa), quando o objeto atingiu a Lua a uma velocidade superior a 8 mil quilómetros por hora. Segundo a BBC, o momento do impacto não foi registado por nenhum dos satélites atualmente em órbita lunar. As imagens que permitirão comparar o estado da superfície antes e depois da colisão só deverão ser conhecidas nos próximos dias.
O foguetão fazia parte da missão Falcon 9, lançada pela SpaceX em janeiro de 2025, propriedade do multimilionário Elon Musk, destinada ao transporte de dois módulos lunares e de vários equipamentos científicos.
Ao contrário do que acontece na maioria das missões espaciais, este segmento do foguetão não regressou à Terra. Depois de esgotar o combustível, perdeu a capacidade de corrigir a trajetória e acabou por seguir em direção à Lua, sem possibilidade de evitar o impacto.
De acordo com a diretora da SpaceX, Julianna Scheiman, "o que aconteceu foi, essencialmente, uma mistura de atividade solar com forças gravitacionais que colocaram [o foguetão] numa trajetória em direção à Lua".
Apesar de invulgar, este não é um caso inédito. Em 2022, uma aeronave chinesa também atingiu acidentalmente a superfície lunar, deixando duas crateras, recorda o The Independent.
"Não há qualquer perigo para a Terra", assegurou o porta-voz da agência espacial norte-americana NASA, Jimi Russell, afastando qualquer risco relacionado com eventuais detritos resultantes da colisão.

















