A França vive este sábado, dia 17, mais uma jornada de forte contestação social, com manifestações, bloqueios e confrontos em várias cidades. Só em Paris, a Polícia efetuou 61 detenções e 589 controlos preventivos até às 11:00 locais, além de aplicar quatro multas, segundo dados oficiais divulgados pela agência Efe.
Na capital francesa, as forças de segurança dispersaram duas concentrações: uma manifestação sindical, com cerca de uma centena de participantes junto à Gare du Nord, e um protesto de estudantes do ensino secundário, iniciado na Rua de Rennes, em direção à estação de Montparnasse.
A tensão agravou-se quando cerca de cem encapuzados tentaram bloquear o acesso às instalações da televisão CNews e da rádio Europe 1, lançando objetos contra o edifício. Em Marselha, foram incendiados contentores e mobiliário urbano.
Os protestos juntam estudantes, sindicatos e elementos do movimento dos 'coletes amarelos', numa mobilização contra o aumento do custo de vida, os baixos salários e as insuficiências do sistema educativo.
A contestação prolonga-se há várias semanas, com milhares de detenções e numerosos feridos. O governo francês reforçou o dispositivo policial e proibiu manifestações não autorizadas em determinadas zonas de Paris.
O presidente Emmanuel Macron apelou à calma e condenou os episódios de violência, numa altura em que a crescente revolta social aumenta a pressão sobre o executivo francês, em plena discussão orçamental e a poucos meses das eleições presidenciais de 2027.

















