França vive esta terça-feira, 29, uma jornada de forte contestação social, com uma greve da Função Pública que abrange também bombeiros e está a provocar perturbações em escolas e outros serviços públicos. Mais de 170 manifestações estavam previstas em todo o país, numa mobilização realizada a poucos dias da apresentação da proposta de Orçamento do Estado para 2027.

Segundo o governo francês, a adesão à greve situava-se nos 9,64% pelas 13:00. Já a CGT apresentou números bastante superiores sobre a dimensão dos protestos, estimando mais de 300 mil manifestantes em França, 70 mil dos quais em Paris. Lyon e Lille estão igualmente entre as cidades com manifestações expressivas.

A contestação chegou às escolas, onde estudantes bloquearam acessos e foram registados incidentes, incluindo incêndios em contentores do lixo. De acordo com dados oficiais citados pela France Info, 338 estabelecimentos de ensino foram afetados ao longo do dia e 40 prisões sofreram também perturbações. Ao meio-dia, permaneciam afetadas 316 escolas, 40 das quais bloqueadas.

As autoridades contabilizavam ainda 40 detenções e dez feridos em confrontos. Em Bordéus, um bombeiro ficou ferido na sequência da explosão de um aerossol junto à Escola Secundária de Montaigne.

Os sindicatos reclamam aumentos salariais para os funcionários públicos e mais recursos para os serviços do Estado. A mobilização pretende aumentar a pressão sobre o governo precisamente na reta final da preparação do orçamento francês para o próximo ano.