O centro de Paris voltou a ser palco de confrontos violentos entre manifestantes e forças policiais, esta terça-feira, dia 13, durante uma nova jornada de protestos contra os cortes na despesa com a Educação. Os sindicatos contabilizam 480 mil participantes, enquanto a Polícia aponta para 161.500, números que revelam uma enorme divergência na dimensão da mobilização.

As manifestações, que decorrem há várias semanas em França, ficaram novamente marcadas por episódios de violência, com incêndios nas ruas, lançamento de gás lacrimogéneo e utilização de canhões de água pelas autoridades para dispersar manifestantes.

Esta quinta jornada de protestos, designada pelos organizadores como 'Ato V', sucede às mobilizações de 29 de setembro e de 1, 6 e 8 de outubro, numa altura em que aumenta a contestação às políticas educativas do governo francês.

O ministro da Educação, Édouard Geffray, afirmou que os protestos estão a perder força, apontando para cerca de 200 estabelecimentos de ensino ainda bloqueados e considerando que se verifica "uma diminuição da mobilização".

A versão governamental é, contudo, contrariada pela Union Étudiante, uma das principais organizações estudantis francesas, que garante que 90% das universidades do país estão "bloqueadas ou fechadas".

Os estudantes contestam os cortes orçamentais na Educação, num movimento que tem provocado sucessivas perturbações no funcionamento dos estabelecimentos de ensino.

A nova jornada de protestos coincide com o início do debate orçamental, aumentando a pressão sobre o Executivo francês.

Créditos: @lucauffret