A futura concessão das travessias do Tejo deverá integrar quatro ligações: as pontes 25 de Abril e Vasco da Gama, a nova Terceira Travessia do Tejo (TTT) entre Chelas e Barreiro e o túnel Algés–Trafaria, avança o ECO, em exclusivo. O Governo prepara‑se para avançar com um modelo único de concessão que permitirá financiar as duas novas infraestruturas, cujo custo conjunto ascende a 5,5 mil milhões de euros.

A proposta de gestão entregue ao Executivo defende a integração das travessias numa única PPP, sucedendo à atual concessão da Lusoponte, que termina em 2030, podendo ser prolongada devido ao pedido de reequilíbrio financeiro relacionado com a pandemia.

O Governo decidiu, em maio de 2024, avançar com os estudos para a Terceira Travessia do Tejo, que garantirá acessos rodoferroviários ao futuro aeroporto Luís de Camões, previsto para o Campo de Tiro de Alcochete. Os estudos da Infraestruturas de Portugal, incluindo o modelo de gestão, já foram entregues ao Executivo e apontam para a conclusão da nova ponte em 2034.

A infraestrutura terá seis faixas rodoviárias e quatro linhas ferroviárias, incluindo alta velocidade, num investimento estimado de 3,5 mil milhões de euros. O estudo de impacto ambiental deverá ser submetido no último trimestre deste ano.

Além da ponte, o Tejo deverá receber o túnel Algés–Trafaria, incluído pelo Governo no plano das 33 vias prioritárias definido em 2025. A IP foi autorizada a despender 27,5 milhões de euros em estudos até 2029, dos quais 5,5 milhões dedicados ao túnel. A estimativa mais recente aponta para um custo próximo de 2 mil milhões de euros. Somadas, as duas novas travessias atingem 5,5 mil milhões de euros, valor que será enquadrado numa Parceria Público‑Privada.

O secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, já indicou que grande parte dos investimentos prioritários será lançada como novas PPP entre 2029 e 2031, abrangendo cerca de 500 quilómetros de vias.