A greve da Função Pública começou à meia-noite e está a provocar fortes perturbações nos serviços públicos em todo o País. A paralisação, com a duração de 24 horas, abrange cerca de 350 mil trabalhadores das carreiras gerais da Administração Pública e faz-se sentir particularmente na educação, saúde, justiça e autarquias.

Nas escolas, os efeitos começaram a ser sentidos logo pela manhã, com estabelecimentos afetados pela adesão de assistentes operacionais. A greve pode também condicionar o funcionamento de universidades, hospitais e centros de saúde, serviços da Segurança Social, registos e notariado, tribunais e recolha de resíduos.

A paralisação foi convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, pelo STAL e pelo Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa, estruturas ligadas à CGTP. Em causa estão reivindicações de aumentos salariais, valorização das carreiras e melhores condições de trabalho. Os sindicatos exigem ainda que as negociações salariais avancem sem esperar por 2027.

O protesto chegou também às ruas de Lisboa. A manifestação nacional, marcada para as 11:00, partiu da Praça da Figueira em direção ao Ministério das Finanças. Entre os participantes estão Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, Jorge Pinto, porta-voz do Livre, e Andreia Galvão, deputada do Bloco de Esquerda.

Os sindicatos admitem que a greve cause transtornos à população, mas sustentam que a valorização dos trabalhadores é indispensável para melhorar a qualidade dos serviços públicos. A dimensão efetiva da adesão deverá tornar-se mais clara ao longo do dia.