Escolas e jardins de infância fechados, consultas adiadas e atendimento reduzido em serviços como os registos, a Segurança Social e os tribunais. É este o cenário que pode marcar a próxima segunda-feira, 2 de novembro, dia de greve de 24 horas na Administração Pública. O sindicato que a convoca aponta para uma adesão entre 80% e 90%.
A paralisação foi decretada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS), ligado à federação FESINAP, e abrange trabalhadores das carreiras gerais, especiais e subsistentes, com contrato público ou privado, sindicalizados ou não, incluindo a Polícia Municipal. Nos serviços por turnos, a greve pode começar logo no domingo, para quem entre ao serviço depois das 20h00.
A educação é o setor onde os efeitos se poderão notar mais. Segundo a secretária-geral do STTS, Matilde Pereira, não há serviços mínimos fixados para as escolas. Basta, por isso, faltarem assistentes operacionais para que um estabelecimento não abra. Vários agrupamentos já avisaram os encarregados de educação de que poderá não ser possível garantir o funcionamento normal das aulas e dos serviços administrativos, e que só no próprio dia saberão que escolas abrem.
A dirigente sindical defende ainda que os trabalhadores das escolas sejam reconhecidos pelas funções que de facto desempenham. Na sua opinião, quem acompanha as crianças não deve ser desviado para outras tarefas, como a cozinha.
Na saúde, o pré-aviso impõe serviços mínimos nas unidades que funcionam 24 horas por dia, ao nível de um turno da noite em dia útil. Garante também a quimioterapia, a imunoterapia, a hemodiálise e a dádiva de sangue. Consultas, exames e cirurgias programadas podem, ainda assim, ser reagendados. O sindicato deixou às entidades empregadoras a tarefa de escalar os trabalhadores para os serviços mínimos.
Nos tribunais, a Direção-Geral da Administração da Justiça já fixou os serviços mínimos e os meios para os assegurar. Em Coimbra, os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos (SMTUC) alertaram para possíveis perturbações na rede e nos postos de venda.
À cabeça das reivindicações está a criação de um cartão refeição de 10,20 euros por dia, isento de impostos, negociado em acordo coletivo. O sindicato exige também a revisão do SIADAP, o sistema de avaliação do desempenho, para que os trabalhadores não percam os pontos acumulados quando mudam de carreira ou categoria. Pede ainda a reposição de pontos retirados e a regularização das avaliações de 2019/2020 e 2021/2022.
Na lista estão também um subsídio de risco para os técnicos auxiliares de saúde, mais contratações e o fim do recurso excessivo a turnos suplementares. Segundo o STTS, esses turnos chegam a jornadas de 14 e 17 horas.
A greve acontece em plena discussão do Orçamento do Estado para 2027. Há quatro semanas, a 2 de outubro, uma paralisação convocada por estruturas da CGTP já tinha encerrado escolas e lojas do cidadão em todo o país.
Não estão previstas concentrações de protesto.
Escolas e jardins de infância fechados, consultas adiadas e atendimento reduzido em serviços como os registos, a Segurança Social e os tribunais. É este o cenário que pode marcar a próxima segunda-feira, 2 de novembro, dia de greve de 24 horas na Administração Pública. O sindicato que a convoca aponta para uma adesão entre 80% e 90%.
A paralisação foi decretada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS), ligado à federação FESINAP, e abrange trabalhadores das carreiras gerais, especiais e subsistentes, com contrato público ou privado, sindicalizados ou não, incluindo a Polícia Municipal. Nos serviços por turnos, a greve pode começar logo no domingo, para quem entre ao serviço depois das 20h00.
A educação é o setor onde os efeitos se poderão notar mais. Segundo a secretária-geral do STTS, Matilde Pereira, não há serviços mínimos fixados para as escolas. Basta, por isso, faltarem assistentes operacionais para que um estabelecimento não abra. Vários agrupamentos já avisaram os encarregados de educação de que poderá não ser possível garantir o funcionamento normal das aulas e dos serviços administrativos, e que só no próprio dia saberão que escolas abrem.
A dirigente sindical defende ainda que os trabalhadores das escolas sejam reconhecidos pelas funções que de facto desempenham. Na sua opinião, quem acompanha as crianças não deve ser desviado para outras tarefas, como a cozinha.
Na saúde, o pré-aviso impõe serviços mínimos nas unidades que funcionam 24 horas por dia, ao nível de um turno da noite em dia útil. Garante também a quimioterapia, a imunoterapia, a hemodiálise e a dádiva de sangue. Consultas, exames e cirurgias programadas podem, ainda assim, ser reagendados. O sindicato deixou às entidades empregadoras a tarefa de escalar os trabalhadores para os serviços mínimos.
Nos tribunais, a Direção-Geral da Administração da Justiça já fixou os serviços mínimos e os meios para os assegurar. Em Coimbra, os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos (SMTUC) alertaram para possíveis perturbações na rede e nos postos de venda.
À cabeça das reivindicações está a criação de um cartão refeição de 10,20 euros por dia, isento de impostos, negociado em acordo coletivo. O sindicato exige também a revisão do SIADAP, o sistema de avaliação do desempenho, para que os trabalhadores não percam os pontos acumulados quando mudam de carreira ou categoria. Pede ainda a reposição de pontos retirados e a regularização das avaliações de 2019/2020 e 2021/2022.
Na lista estão também um subsídio de risco para os técnicos auxiliares de saúde, mais contratações e o fim do recurso excessivo a turnos suplementares. Segundo o STTS, esses turnos chegam a jornadas de 14 e 17 horas.
A greve acontece em plena discussão do Orçamento do Estado para 2027. Há quatro semanas, a 2 de outubro, uma paralisação convocada por estruturas da CGTP já tinha encerrado escolas e lojas do cidadão em todo o país.
Não estão previstas concentrações de protesto.
















