A CGTP anunciou esta quinta-feira, dia 29, uma grande manifestação nacional para 21 de novembro, em Lisboa, contra o aumento do custo de vida e para exigir melhores salários, pensões e serviços públicos. A central sindical, liderada por Tiago Oliveira, admite ainda avançar para uma nova greve geral.

A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional da CGTP, que pretende transformar novembro num mês de intensa contestação às políticas do Governo de Luís Montenegro, com protestos, greves e concentrações em vários setores de atividade.

Sob o lema 'Todos a Lisboa!', a manifestação pretende mobilizar milhares de trabalhadores de todo o País, exigindo uma distribuição mais justa da riqueza e medidas urgentes para travar a subida dos preços dos bens e serviços essenciais.

Entre as principais reivindicações está um aumento salarial de, pelo menos, 15%, nunca inferior a 150 euros, e a fixação do salário mínimo nacional em 1.100 euros a partir de janeiro de 2027. A CGTP exige igualmente o reforço do Serviço Nacional de Saúde, da escola pública, da Segurança Social e do direito à habitação.

Três dias depois, a 24 de novembro, a central sindical promove uma concentração junto à Assembleia da República, coincidindo com a votação final do Orçamento do Estado para 2027.

A organização mantém também em aberto a possibilidade de convocar uma greve geral, prometendo recorrer a "todas as formas de luta que a situação vier a impor".
A manifestação surge depois dos protestos de 17 de outubro, realizados em Lisboa, Porto e Coimbra, e pretende aumentar a pressão sindical sobre o Executivo da AD.

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