A circulação do Metro Sul do Tejo foi fortemente afetada esta terça-feira, dia 20, com os trabalhadores da empresa Metro Transportes do Sul (MTS) a aderirem a 100% à greve durante a manhã, segundo o Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ). Apenas foram assegurados os serviços mínimos previstos. Amanhã, há mais luta.
Em declarações à agência Lusa, António Barata Domingues, presidente do SMAQ, afirmou que a paralisação decorreu dentro das expectativas do sindicato. Entre as 7:00 e as 9:00, apenas funcionaram os serviços mínimos na linha 3, que liga Cacilhas à Universidade.
A greve prolonga-se até amanhã, quarta-feira, dia 21, com os trabalhadores a exigirem aumentos salariais que compensem a perda de poder de compra, bem como melhorias nas condições de trabalho.
A partir de quinta-feira, 22, e até terça-feira, 27, a contestação terá outro formato: a paralisação abrangerá as duas últimas horas dos períodos de trabalho iniciados nesses dias.
O SMAQ explica que a decisão de avançar para a greve surgiu após a falta de resultados concretos nas negociações para um novo Acordo de Empresa. Segundo a estrutura sindical, os trabalhadores decidiram avançar com a paralisação depois de cerca de dois anos e meio de conversações sem um entendimento que respondesse às suas reivindicações.
Além da atualização salarial, o sindicato pretende que as matérias relacionadas com a organização do trabalho sejam discutidas através de negociação coletiva, em vez de serem determinadas unilateralmente pela empresa.
Durante a greve, a circulação na linha 3, entre Cacilhas e a Universidade, será assegurada apenas nos períodos definidos pelos serviços mínimos: entre as 7:00 e as 9:00 e entre as 17:00 e as 19:00. Já os passageiros da linha 2, que liga Corroios ao Pragal, deverão sair na paragem Bento Gonçalves, em Almada, e fazer transbordo para as linhas 1 e 3, de forma a prosseguirem a viagem.
















