António José Seguro, de 64 anos, alertou esta terça-feira, dia 20, que o prestígio da Polícia Judiciária (PJ) não está garantido e exige investimento permanente, transparência e exigência ética. Durante as comemorações do 81.º aniversário da instituição, o chefe de Estado garantiu estar "sempre atento e vigilante", defendendo que o escrutínio é fundamental para preservar a confiança dos portugueses.
"O prestígio da Polícia Judiciária é uma responsabilidade dos seus dirigentes, mas também dos titulares dos órgãos de soberania", afirmou Seguro, durante a cerimónia realizada na sede da PJ, em Lisboa.
O Presidente da República sublinhou que a instituição deve atuar "sem receio do escrutínio", considerando que a fiscalização por parte da justiça, da comunicação social, do Parlamento e da sociedade faz parte da sua legitimidade democrática.
"O enorme prestígio conquistado pela Polícia Judiciária ao longo de décadas não constitui uma garantia eterna", advertiu, acrescentando que se trata de um património que exige "investimento permanente, capacidade de adaptação e exigência ética".
As declarações surgem numa altura em que a instituição está sob atenção pública, depois das buscas realizadas pelo Ministério Público (MP), em setembro, no âmbito de uma investigação relacionada com a atuação do diretor nacional da PJ, Carlos Cabreiro, no caso Football Leaks.

















