Hoje é uma das figuras do V. Guimarães, mas o caminho de Gustavo Silva até ao futebol profissional foi feito de dificuldades, fome e muitos trabalhos longe dos relvados.

O avançado brasileiro, de 27 anos, abriu o livro numa entrevista à Liga TV depois de ter sido eleito Homem do Jogo na vitória (1-0) sobre o Nacional, encontro em que marcou, aos quatro minutos, o golo que decidiu a partida.

“A minha história motiva-me a ir além do que posso”, confessou Gustavo Silva, que encontra na mulher e na filha algumas das principais fontes de inspiração. O jogador teve uma infância particularmente dura. “Aquele garoto de sete ou oito anos, o Gustavo que passou fome, dificuldades e não teve uma base de clube… Foi na rua que cresci”, revelou, explicando que os “traumas” vividos o tornaram numa pessoa “mais séria e fechada”.

Antes de conseguir viver do futebol, Gustavo fez praticamente de tudo para ganhar dinheiro. “Já fui pedreiro, já apanhei laranjas, já colhi goiaba, fui pescador, vendi peixe... Já trabalhei na rua, na reciclagem. Supermercado, vendi melancia, sorvete... Muita coisa”, enumerou o brasileiro, que também trabalhou na loja de materiais de construção do pai.

Gustavo chegou ao futebol português em 2022 para representar o Nacional, depois de passar por vários clubes brasileiros. Na Madeira, destacou-se sobretudo em 2023/24, com 12 golos e 11 assistências na Liga 2, ajudando o Nacional a subir ao principal escalão. Em 2024, assinou pelos vimaranenses por quatro temporadas.

Agora, já afirmado na I Liga, não esquece de onde veio. “É olhar para trás e ver a história sofrida que tenho, mas com orgulho enorme de que está a dar certo”, resumiu.