Um homem de 26 anos ficou em prisão preventiva, depois de ter sido detido por alegados crimes de furto, resistência e coação sobre funcionário, na sequência de um incidente ocorrido na tarde desta segunda-feira, dia 6, num supermercado, em Águas Livres, no concelho da Amadora.

O suspeito foi presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal Judicial da Comarca da Amadora, tendo o tribunal determinado a medida de coação mais gravosa.

Segundo a PSP, o homem foi abordado por um agente depois de um funcionário do estabelecimento ter alertado que este escondia diversos artigos no interior da roupa. O suspeito foi conduzido para uma zona reservada para ser revistado, mas acabou por reagir de forma violenta.

De acordo com a PSP, o indivíduo insultou e ameaçou o agente antes de tentar colocar-se em fuga. Durante a resistência, procurou agredi-lo e conseguiu mesmo apoderar-se do bastão. Apesar disso, o polícia conseguiu dominá-lo e efetuar a detenção, recuperando também os produtos alegadamente furtados.

O agente sofreu ferimentos ligeiros, além de danos no uniforme e no equipamento de serviço. O detido não apresentava lesões visíveis.

As imagens captadas pelas câmaras de videovigilância do estabelecimento, entretanto divulgadas nas redes sociais, mostram o momento em que o suspeito resiste à detenção, tenta atingir o agente e acaba por partir a porta do espaço comercial, antes de ser imobilizado e algemado.

Segundo a PSP, o homem é ainda suspeito da prática de mais de uma dezena de furtos e de, pelo menos, um crime de roubo no mesmo estabelecimento comercial.

A agressão foi condenada pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, que manifestou "total solidariedade" para com o agente envolvido e desejou-lhe uma rápida recuperação. Numa nota divulgada nas redes sociais, o governante sublinhou que "nenhum profissional das forças de segurança deve ser alvo de violência por cumprir a missão que o Estado lhe confiou".

Luís Neves acrescentou, por fim, que a agressão a um agente da autoridade representa um ataque ao Estado de direito e defendeu que este tipo de comportamentos "não pode ser tolerado", reforçando a importância de proteger os homens e mulheres que garantem diariamente a segurança pública.

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