O ministro da Educação, Fernando Alexandre, de 54 anos, continua sem revelar qual é a empresa ou entidade externa responsável pela plataforma digital que está na origem dos problemas registados na classificação dos exames nacionais do ensino secundário. A falta de esclarecimentos por parte do Ministério está a alimentar críticas e a aumentar a incerteza num processo que afeta milhares de alunos e respetivas famílias.

As falhas técnicas obrigaram ao adiamento do calendário de classificação e da divulgação das notas da primeira fase dos exames, levando o Governo a rever os prazos para garantir que os professores dispõem do tempo necessário para concluir a avaliação das provas. O ministro justificou a decisão com a necessidade de assegurar "rigor total" na classificação, reconhecendo que a alteração do calendário provoca transtornos às famílias, mas garantindo que nenhum aluno será prejudicado.

Apesar dessas garantias, permanece por esclarecer quem é o fornecedor externo responsável pela plataforma de classificação e quais as responsabilidades pelos constrangimentos verificado, como conta o Correio da Manhã desta terça-feira, dia 7. A ausência dessa informação tem motivado críticas, sobretudo porque a imprevisibilidade do processo está a dificultar a organização das candidaturas ao ensino superior, férias e restantes decisões familiares.

Entretanto, o Ministério anunciou que os alunos terão acesso gratuito à cópia das provas de exame, mesmo sem requererem a respetiva reapreciação, medida apresentada como forma de reforçar a transparência do processo. Ainda assim, a falta de identificação pública da entidade responsável pelas falhas continua a levantar questões sobre a gestão do sistema e sobre a prestação de contas num dos momentos mais sensíveis do calendário escolar.