O Hospital de Faro recusou a entrada de uma grávida em trabalho de parto nas urgências por não ter ligado primeiro para a linha SNS 24. A mulher, de 37 anos, foi encaminhada para Portimão, a 70 quilómetros de distância, com assistência de profissionais do INEM.

A grávida de 40 semanas deslocou-se até ao Hospital de Faro por meios próprios, depois de já lhe terem rebentado as águas e de sentir as contrações cada vez menos espaçadas. Ainda assim, não pôde sequer inscrever-se nas urgências por não ter contacto a linha SNS 24 previamente. No hospital, explicaram-lhe que o bloco de partos estava fechado e que a única obstetra de serviço responderia apenas a casos de risco previamente identificados.

A mulher ligou ao 112, ainda no hospital. Acabou por ser assistida numa viatura médica de emergência, à porta das urgências. Apesar da insistência do médico do INEM para que o hospital abrisse uma exceção, a equipa hospitalar considerou não haver risco.

Após 70 quilómetros de viagem na ambulância, o parto realizou-se no Hospital de Portimão. A Unidade de Saúde Local do Algarve assegura que a decisão foi acertada, já que a grávida era saudável e a gravidez fora acompanhada.

Ainda assim, o caso será avaliado internamente, já que a lei sobre o contacto telefónico prévio com a linha SNS 24 também determina que, não existindo esse contacto, a inscrição na urgência e a triagem devem ser garantidas.