Mais de 60 ambulâncias do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) estão nas oficinas à espera de autorização para serem reparadas, denunciou esta terça-feira, dia 20, Rui Lázaro, presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), numa audição parlamentar.
O dirigente sindical suspeita que a falta de viaturas de reserva possa estar relacionada com a intenção de substituir ambulâncias por veículos ligeiros, cuja entrega deverá começar esta semana. A alegação não foi confirmada pelo INEM.
Segundo Rui Lázaro, existirá uma indicação para impedir a reparação de ambulâncias com custos superiores a mil euros sem autorização prévia do conselho diretivo, informação que o sindicato reconhece carecer de confirmação. O responsável considerou a eventual orientação "muito grave" e defendeu que a reparação das viaturas deve ser prioritária, lembrando que uma ambulância custa mais de 100 mil euros.
As declarações foram feitas durante a apreciação parlamentar da nova lei orgânica do INEM, em vigor desde agosto. O sindicato manifestou também preocupação com a extinção das delegações regionais do Norte, Centro e Sul, prevista na reorganização do instituto.
Rui Lázaro alertou que a nova estrutura poderá dificultar a avaliação de desempenho dos técnicos, ao alterar as respetivas hierarquias. Destacou ainda as diferenças nas necessidades de socorro entre o litoral e o interior, onde algumas ocorrências podem demorar quatro a cinco horas a ficar resolvidas.

















