Ana Paula Martins mostrou-se surpreendida com a convocação da greve no INEM, esta sexta-feira, dia 14, considerando “um pouco estranho” avançar para uma paralisação geral “pelo menos pelos motivos que são apresentados”. A ministra da Saúde, de 60 anos, reconheceu, contudo, que os trabalhadores “têm todo o direito de fazerem greve” e manifestou esperança de que possa haver “algum retrocesso” na decisão.
Os trabalhadores do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) vão realizar duas jornadas de greve, a 14 e 28 de setembro, em protesto contra a reorganização do dispositivo de emergência que prevê a transferência de ambulâncias para as Unidades Locais de Saúde (ULS). A paralisação foi anunciada esta quinta-feira, dia 13, pelo Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), após a reunião da comissão de trabalhadores.
Segundo o presidente do STEPH, Rui Lázaro, a greve não está relacionada com reivindicações salariais ou laborais, mas com o que considera ser um “desmantelamento do INEM” e com o impacto das alterações na resposta às emergências.
Em causa está a transferência da gestão de 54 ambulâncias de emergência médica para as ULS e a transformação de 46 ambulâncias de suporte imediato de vida em viaturas ligeiras de emergência, que, segundo o sindicato, perderão capacidade para transportar doentes. O sindicato garante, contudo, que os serviços mínimos que venham a ser definidos serão cumpridos pelos trabalhadores.

















