A inflação homóloga em Angola recuou para 8,43 por cento em setembro, menos 0,36 pontos percentuais do que em agosto, prolongando assim a trajetória de desaceleração dos preços. O valor resulta de cálculos com base no Índice de Preços no Consumidor Nacional, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística.


A manutenção da taxa abaixo dos dois dígitos representa um sinal favorável para a economia, embora existam fatores e que os preços estejam a subir. Por exemplo: a educação registou a maior subida homóloga, com 18,53 por cento, bastante acima da média nacional, enquanto a alimentação e as bebidas não alcoólicas fixaram-se nos 9,54%. Por outro lado, a saúde e as bebidas alcoólicas, e tabaco aumentaram 9,10%, enquanto a habitação, água, eletricidade e combustíveis encareceram 9,07 por cento.


A desaceleração alivia o ritmo de perda de poder de compra, mas ainda não recupera o rendimento já absorvido pelas subidas anteriores, sendo que para as famílias, o impacto dependerá também da evolução dos salários e da capacidade de acompanhar o custo de vida.