A taxa de inflação em Portugal acelerou para 3,6% em setembro, impulsionada sobretudo pelo aumento dos preços dos combustíveis, confirmou esta terça-feira, dia 13, o Instituto Nacional de Estatística (INE). Os dados revelam um agravamento da pressão sobre os preços, particularmente na energia e nos alimentos.

"A aceleração do IPC é explicada em grande medida pelo aumento do preço dos combustíveis", esclarece o INE no relatório divulgado.

O índice de preços dos produtos energéticos registou uma subida homóloga de 15,3%, acima dos 12,2% observados em agosto. Também os alimentos não transformados ficaram mais caros, com uma variação de 3,7%, contra 3,4% no mês anterior.

A inflação subjacente, que exclui os produtos alimentares não transformados e energéticos, aumentou ligeiramente, passando de 2,6% para 2,7%.

Em termos mensais, os preços subiram 1,2%, depois de terem permanecido estáveis em agosto. A inflação média dos últimos 12 meses fixou-se em 2,8%, mais uma décima do que no mês anterior.

Já o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), utilizado nas comparações europeias, manteve-se nos 3,6%, duas décimas abaixo da estimativa para a zona euro.

Estes números surgem numa altura em que o Governo de Luís Montenegro prevê uma inflação média de 2,9% em 2026 e de 2,3% em 2027, segundo a proposta de Orçamento do Estado entregue no Parlamento.

O Executivo AD justifica a previsão de abrandamento com a evolução esperada dos preços do petróleo e a moderação dos custos do trabalho.