A subida dos preços abrandou em julho. A taxa de inflação fixou-se nos 3%, menos 0,2 pontos percentuais do que no mês anterior, segundo a estimativa rápida divulgada esta sexta-feira, dia 31, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Depois de ter atingido os 3,2% em junho, a inflação recuou para os 3% em julho, refletindo um abrandamento no ritmo de aumento dos preços.

De acordo com o INE, os preços dos produtos energéticos continuaram a subir, mas a um ritmo mais lento, passando de 9,1% para 8,7%. Também os alimentos não transformados registaram uma desaceleração, com a taxa a baixar de 5,1% para 3,7%.

Apesar deste alívio na inflação, o custo do cabaz alimentar voltou a aumentar na última semana, segundo a Deco Proteste. Os 63 produtos essenciais monitorizados pela associação custam agora, em média, 253,47 euros, mais 2,18 euros do que na semana anterior.

Entre os maiores aumentos registados na última semana destacam-se as salsichas Frankfurt, que subiram 25%, o atum em azeite, com um aumento de 14%, e o peito de peru fatiado, que ficou 10% mais caro.

Ainda assim, comprar o mesmo cabaz continua a custar bastante mais do que há alguns anos. Face ao início de 2022, os consumidores pagam atualmente mais 65,77 euros pelos mesmos 63 produtos.