A inflação em Angola voltou a dar sinais de abrandamento, prolongando uma tendência de desaceleração que já dura há 23 meses consecutivos. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de inflação homóloga fixou-se em 10,11 por cento em junho, menos 9,62 pontos percentuais do que no mesmo período do ano passado, mantendo-se pelo quarto mês seguido abaixo da meta anual de 13,7% definida pelo Governo.
Em termos mensais, os preços aumentaram 0,52%, ligeiramente abaixo dos 0,53% registados em maio. Apesar do abrandamento, a classe "Alimentação e bebidas não alcoólicas" continuou a ser a principal responsável pela subida dos preços, contribuindo com 6,53 pontos percentuais para a variação mensal. Seguiram-se os setores dos Transportes, Bens e Serviços Diversos e Saúde.
A evolução coloca Angola numa posição mais favorável do que muitas economias internacionais, onde persistem pressões inflacionistas provocadas pelos custos da energia, tensões geopolíticas e taxas de juro elevadas. Se a tendência se mantiver, o país poderá registar em 2026 a taxa de inflação mais baixa desde 2015.
O Banco Nacional de Angola atribui esta trajetória à estabilidade cambial, ao controlo da liquidez e à melhoria da oferta interna de bens essenciais, fatores que têm contribuído para uma maior estabilidade dos preços e para o reforço da confiança na economia angolana.

















