Isaltino Morais esteve esta quinta-feira, dia 13, na ‘Edição da Noite’, da SIC Notícias, conduzida por Ana Peneda Moreira, onde comentou as mais recentes polémicas envolvendo o Governo, nomeadamente a aquisição das três fragatas para a Marinha, por 3,9 mil milhões de euros.
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Oeiras, o Executivo de Luís Montenegro deve esclarecer de forma transparente as dúvidas que têm surgido em torno do processo, começando por explicar qual é a finalidade das novas embarcações e se estas respondem, efetivamente, às necessidades das Forças Armadas.
“Costumamos dizer que há problemas, muitas vezes, de comunicação dos governos. Eu acho que o Governo tem de fazer, com toda a transparência, dizer, primeiro, qual é o objetivo destas fragatas”, começou por afirmar, em direto.
O consagrado autarca considera fundamental perceber se o equipamento escolhido está de acordo com os pareceres técnicos das Forças Armadas e com o papel de Portugal no dispositivo militar da NATO.
Em estúdio, o autarca abordou também a polémica relacionada com a existência de intermediários no negócio e as alegadas comissões associadas à aquisição das fragatas, notícia do 24Horas. Isaltino Morais relacionou a questão com as dúvidas que também têm sido levantadas relativamente aos submarinos: “Aquilo que veio ao de cima e o que o Francisco [Louçã] referiu agora aos submarinos tem a ver exatamente com a existência, ou não existência, dos comissionistas.”
O presidente da Câmara de Oeiras referiu ainda as notícias sobre uma eventual comissão na ordem dos 90 milhões de euros e considerou “muito bem” a decisão do ministro da Defesa, Nuno Melo, de avançar judicialmente contra André Ventura e o Chega.
Apesar disso, considera que o Governo da AD deve esclarecer qual é, concretamente, o papel de um eventual intermediário no negócio: “O intermediário é para a aquisição? O intermediário é para depois garantir o acompanhamento e a manutenção? Quer dizer, todo esse equipamento militar.”
Na opinião de Isaltino Morais, a ausência de esclarecimentos contribui para alimentar as dúvidas e dá espaço à oposição para explorar politicamente o tema. “Acho que é uma falta de clareza. Se o Governo esclarecer, devidamente, as dúvidas dissipam-se.”
Para Isaltino Morais, o esclarecimento desta matéria poderá também ter consequências políticas para André Ventura e o Chega. “Aplicada esta questão, o André Ventura e o Chega perdem terreno.”
















