A revolta contra o preço das casas e o aumento do custo de vida está a levar milhares de jovens portugueses às ruas, este sábado, dia 10.
Lisboa é um dos principais palcos de uma mobilização nacional que promete aumentar a pressão sobre o Governo de Luís Montenegro, numa altura em que os jovens enfrentam dificuldades crescentes para conquistar a independência e encontrar uma habitação acessível.
A manifestação, marcada para as 17:00, no Largo do Intendente, é promovida pela plataforma 'Não dá mais para viver assim', que reúne cerca de 40 organizações, incluindo sindicatos, associações de defesa da habitação e movimentos cívicos.
"Estamos há anos a ser 'esmifrados' pelo aumento dos preços da habitação e do custo de vida", denunciam os organizadores, que exigem medidas urgentes para travar a escalada das rendas e dos preços dos bens essenciais.
O movimento reclama limites às rendas e às prestações da habitação, mais casas públicas e o fim dos benefícios fiscais associados à especulação financeira.
"Não pagamos mais esta crise, não pagamos mais os lucros recorde de uma mão cheia de empresas", afirmam os promotores, que acusam o Executivo da AD de não proteger as famílias.
A contestação estende-se também ao Porto, Braga, Aveiro e Funchal, numa jornada nacional de protesto.
Em causa está ainda a revisão das regras do arrendamento promovida pelo Governo, que os movimentos consideram prejudicial para os inquilinos.

















