O presidente da Argentina, Javier Milei, de 55 anos, voltou a dirigir duras críticas ao homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (80), chamando-lhe novamente “ladrão” e “corrupto”. As declarações, feitas numa entrevista ao canal LN+, reacendem a crise diplomática entre os dois maiores países da América do Sul, iniciada na semana passada.

Durante a entrevista, Milei reiterou acusações relacionadas com os processos da 'Operação Lava Jato', afirmando que Lula foi libertado por uma “falha administrativa” e não por ter sido considerado inocente. O presidente argentino voltou ainda a questionar a reação das autoridades brasileiras às suas declarações, defendendo que apenas respondeu com aquilo que considera serem “verdades”.

A troca de acusações agravou uma relação já marcada por fortes divergências políticas e ideológicas. Após os primeiros ataques de Milei, o governo brasileiro convocou o embaixador em Buenos Aires para consultas e chamou o representante diplomático argentino em Brasília para apresentar um protesto formal, classificando as declarações como inaceitáveis.

Apesar da escalada verbal, Buenos Aires já garantiu que não pretende romper as relações diplomáticas com o Brasil, principal parceiro comercial da Argentina. Ainda assim, os novos comentários de Milei voltam a aumentar a tensão entre os dois governos, numa altura em que ambos os países atravessam períodos de intensa polarização política.