O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, surge à frente do senador Flávio Bolsonaro numa eventual segunda volta das eleições presidenciais de 2026, segundo uma sondagem Datafolha divulgada esta sexta-feira.

No cenário testado pelo instituto, Lula reúne 47% das intenções de voto, contra 43% de Flávio Bolsonaro. A diferença é de quatro pontos percentuais entre os dois principais nomes do cenário analisado.

Na simulação para a primeira volta, Lula aparece igualmente na liderança, com 39% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro surge em segundo lugar, com 33%.

Os restantes candidatos aparecem atrás dos dois primeiros colocados, num cenário que evidencia a concentração da preferência dos eleitores nas duas principais candidaturas. A pesquisa foi realizada nos dias 18 e 19 de agosto e ouviu 2.058 eleitores em 128 municípios brasileiros.

A margem de erro é de dois pontos percentuais. O instituto também analisou a intenção de voto de acordo com diferentes características dos eleitores.

Os dados mostram diferenças relevantes na preferência dos eleitores conforme a região do país, a faixa etária e o género.

O Nordeste continua a ser uma das principais áreas de força eleitoral de Lula, enquanto Flávio Bolsonaro apresenta maior apoio em segmentos onde a direita brasileira tem uma presença mais significativa.

A sondagem também identifica diferenças entre homens e mulheres e entre diferentes grupos etários.

A posição política dos eleitores é um dos fatores que mais diferencia as preferências. Lula apresenta vantagem entre os eleitores que se identificam com a esquerda, enquanto Flávio Bolsonaro concentra maior apoio entre aqueles que se posicionam à direita.

O eleitorado de centro surge como um segmento relevante, sobretudo num cenário de segunda volta, quando a disputa fica concentrada em apenas dois candidatos.

O Datafolha analisou ainda a intenção de voto de acordo com a religião dos entrevistados.

Existem diferenças entre católicos, evangélicos e outros grupos religiosos. O eleitorado evangélico é particularmente importante para a direita brasileira e tornou-se um dos segmentos mais disputados nas últimas presidenciais.