O Partido Socialista Brasileiro (PSB) oficializou esta quarta-feira a candidatura de Geraldo Alckmin à Vice-Presidência da República, confirmando que voltará a integrar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 2026. A decisão foi aprovada durante a convenção nacional do partido, realizada em Brasília, consolidando a aliança que venceu as eleições de 2022.

Lula esteve presente na convenção do PSB, embora a sua candidatura à reeleição apenas venha a ser formalmente confirmada no próximo domingo, durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT). Com a aprovação da candidatura de Alckmin, o PSB deu mais um passo na formalização da coligação que sustentará a recandidatura do atual Presidente da República.

No discurso após a oficialização, Alckmin defendeu a democracia e criticou quem coloca em causa o sistema democrático brasileiro. O atual vice-presidente afirmou que «não é possível defender a liberdade querendo destruir a democracia», acrescentando que quem não acredita no voto popular não deve apresentar-se a eleições.

A continuidade de Alckmin como candidato a vice-presidente era esperada desde março, quando Lula anunciou publicamente a intenção de manter o atual número dois do Governo na candidatura presidencial. A decisão afastou as especulações sobre uma eventual candidatura de Alckmin ao Governo do Estado de São Paulo ou a sua substituição por outro nome da base de apoio.

Antigo adversário político de Lula, Geraldo Alckmin foi candidato à Presidência da República em 2006 pelo então PSDB. Em 2022, desfiliou-se daquele partido e ingressou no PSB para integrar uma ampla frente política liderada pelo PT. Desde o início do atual mandato, acumula os cargos de vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, desempenhando um papel relevante na articulação do Governo com o setor empresarial.

Com a convenção do PSB concluída, a candidatura de Lula e Alckmin fica mais próxima de ser formalizada. O calendário eleitoral brasileiro determina que as convenções partidárias decorram até 5 de agosto e que o registo oficial das candidaturas seja apresentado à Justiça Eleitoral até 15 de agosto. A campanha eleitoral arranca oficialmente no dia 16 de agosto.